
Imagem http://www.flickr.com/photos/whertha
* Tadeu Longo
A indústria nacional adotou como um dos mecanismos de competitividade e redução de custos a importação de componentes e produtos da China. Globalização, baixos custos de produção chineses e frases feitas como “fazemos como nossos concorrentes ou morremos”, “impossível competir com esses preços”, “o mercado procura preço” e “não seremos competitivos produzindo tudo no País”, seriam até compreensíveis, não fosse o que tem sido feito na pós-venda da assistência técnica.
Tenho presenciado casos em que a “chineirização” de nossos produtos virou o ovo de Colombo para que a indústria nacional falte com a ética e o respeito aos consumidores. Produtos de empresas conceituadas têm tido constantes quebras ou problemas de funcionamento com pouquíssimo tempo de uso, o que denota falhas na linha de montagem, além de vários problemas na reposição de peças.
As assistências técnicas, quando em garantia, são meras trocadoras de peças defeituosas enviadas pelo fabricante nacional. Começa aí uma novela, não mais mexicana, mas chinesa. Lotes inteiros de produtos são, por vezes, importados, comercializados e descontinuados após o término dos estoques. E as peças de reposição? Técnicos alegam que os produtos mudam tanto e tão rápido, que a indústria não consegue manter estoques apropriados de peças. Será essa a realidade, ou as peças de reposição nada mais são do que componentes canibalizados de unidades não vendidas?
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