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O outro lado da moeda

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Com toda a confusão do We do logos esta semana, e considerando que a principal crítica em relação à matéria da Globo News foi a parcialidade, resolvemos fazer uma entrevista com o pessoal da empresa e dar a eles a oportunidade de falar o ponto de vista deles em relação às críticas. Baseamos as perguntas nos principais pontos levantados pelos designers, que questionaram principalmente como um modelo desse afeta a percepção e valorização do design.

Segue aqui, a entrevista ipsis literis, feita via email, com o Gustavo Mota, diretor executivo e de criação da We do logos.

Como é entregue o briefing? existe informações mínimas para os clientes apresentarem o briefing ou isso fica a critério deles?

Todo processo é online, feito em nossa plataforma. O cliente preenche o briefing com informações sobre a sua empresa, segmento de atuação, público-alvo e os desejos e diferenciais de seu negócio, upload de arquivos com fotos da empresa ou referencias. Além disso, o cliente e os designers podem se comunicar pelo forum de cada projeto, para assim, alinhar os trabalhos.

O que vocês entendem por marca? e na opinião de vocês como isso gera valor à empresa?

Como eu, com 11 anos de experiência em design gráfico, poderia definir melhor o conceito de marca do que mestres como Wollner e Strunck?  Para mim, David Ogilvy define perfeitamente: MARCA É A SOMA INTANGÍVEL DOS ATRIBUTOS DE UMA PRODUTO: SEU NOME, EMBALAGEM E PREÇO, SUA HISTÓRIA, REPUTAÇÃO E A MANEIRA COMO ELE É PROMOVIDO. A MARCA É TAMBÉM DEFINIDA PELAS IMPRESSÕES DOS CONSUMIDORES SOBRE AS PESSOAS QUE A USAM, ASSIM COMO PELA SUA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA PESSOAL. Mas ressalto que o We do Logos não entrega uma marca ao final do processo, mas participamos de sua construção. Sabemos que branding é muito maior do que o simbolo com um tipo.

O que, para vocês, faz uma boa identidade visual?

Uma boa identidade visual é aquela que sintetiza um negócio, pessoa ou produto.

A precificação de vocês varia com as quantidades de opções, mas também pela qualidade do designer. qual é o critério para avaliar essa qualidade?

A precificação é baseada no VALOR que o cliente tem sobre o produto. Se este entende que um logo (símbolo + tipo) vale R$ 195, ele cadastrará um projeto neste valor. E se outro cliente entende que um logo vale R$ 1.100, ele também utiliza a mesma plataforma para essa criação.  Da mesma forma,  os designers podem filtrar os projetos que desejam participar. Inclusive, deixamos claro aos  clientes que o teor do projeto e o valor pago são os principais fatores que influenciam na decisão de participação dos designers.

Quando o preço é personalizado, ele tem a direito a escolher quem vai fazer? como isso funciona?

O sistema é o mesmo, independente do investimento. No We do Logos, o cliente define um preço, mas é o designer de define se quer ou não participar de um ou outro projeto. A qualquer momento o cliente tem a possibilidade de convidar um designer cadastrado para participar de seu projeto, independente do valor pago, mas como disse, a decisão de participar é do designer.

Alguns logos aparecem eliminados, qual o critério para isso?

A eliminação e pontuação  das logos é uma decisão do cliente. Este, além de utilizar o forum para se comunicar com os designers participantes, elimina ou pontua uma arte no intuito de direcionar os designers para atingir suas expectativas.

Grande parte das críticas vieram do fato de o design ser uma profissão ainda desvalorizada, vista por empresários como um “desenhinho”, e não uma ferramenta de construção de marca que depende de muitos outros elemento além da identidade visual. A empresa de vocês, não ajuda a perpetuar essa percepção?

Discordo completamente.

A We do Logos, pelo contrário, contribui para a valorização da profissão, pelas seguintes razões:

1-    Estamos inserindo no mercado profissionais criativos e capacitados que ainda não tiveram oportunidade de mostrar o seu VALOR, por questões de mercado de trabalho ou até mesmo por residirem distante dos grandes centros;

2-    Estamos dando oportunidades aos mais jovens, com potencial de desenvolvimento profissional, no sentido de adquirirem experiência e de aprenderem a lidar com as nuances do mercado;

3-    Estamos dando oportunidades às micro e pequenas empresas de terem acesso a essa ferramenta;

4-    Estamos promovendo um fórum de discussões, onde questões de interesse da classe estão sendo levantadas.

O nosso site ajuda tanto o designer iniciante a criar um portfolio, ter seu primeiro contato com um cliente de verdade, quanto profissionais que além de poderem fazer um freela, podem divulgar seu trabalho. A proposta do site é de conectar empresas e designer para gerar negócios onde os 2 lados se beneficiem. Temos certeza de estarmos contribuindo positivamente para a divulgação e propagação do design, pois entregamos soluções em comunicação visual em cidades que antes eram totalmente desabastecidas destas soluções, no Brasil e no exterior.

O processo de registro de marcas pode ser complexo, exige uma pesquisa no INPI e, no caso de existir algo semelhante, o cliente arrisca perder o logo comprado. Como é processo disso dentro da We do Logos? de quem é essa responsabilidade e o que acontece se o logo não passa no registro do INPI?

Como havia dito, o site é uma plataforma que conecta os designers aos clientes. Toda responsabilidade sobre direitos de propriedade e autorais são assumidas por cada usuário no ato de seu cadastro. Desta forma, o procedimento de entrega de uma criação adotado por cada usuário no site, deve ser o mesmo adotado fora dele. Apenas colocamos online um processo que era feito offline.

Qual foi o critério de vocês para definir as precificações? muitas das críticas também foram em relação à valorização do serviço (do conhecimento que está por trás), ao pagamento pelo tempo de trabalho, etc. como vocês entendem essas questões?

O preço foi baseado em pesquisas de mercados na visão do cliente e na aceitação por parte dos designers. Com 4 meses, já temos mais de 300 cliente (no Brasil e no Exterior) e 2.000 designers (ou criativos, já que como a profissão não é regulamentada, não temos como destinguir, apesar de sabermos que isso iria valoriza muito nosso site).

O site não é um emprego, é uma competição criativa, um freela, algo leve, onde o designer pode participar, se comunicar, ver o que está rolando e principalmente se conectar com outros designers.

O designer pode participar do projeto que mais lhe interessar. Temos cliente que abrem um projeto e solicitam que apenas um específico designer participe.

O valor de uma marca pode ser um dos bens intangíveis mais valiosos de uma empresa. no caso de um crescimento excelente de um dos seus clientes, o valor pago pela marca não pode acabar parecendo pequeno?

Aí voltamos a velha história da marca criada para a NIKE. Será que a marca é só um símbolo?

Como vocês se sentiram sendo bode expiatório de um problema que é muito maior que vocês?

As pessoas não gostam de mudanças, foi assim quando a Wikipédia entrou no ar, com um clamor por parte dos acadêmicos, foi assim quando Blogueiros foram contratados por jornais e não seria diferente agora. Temos que saber que o mundo está mudando, as relações comerciais e interpessoais estão mudando. Cabe a cada um se adaptar e levar a vida da melhor forma possível. Como separar designers de micreiros, é uma pergunta retórica, não tem como. Acredito que se cada profissional, em qualquer profissão, fizer seu trabalho da melhor maneira possível e souber se vender bem, certamente o mercado absorverá seu trabalho. Há mercado e oportunidade para todos.


E não é que até a Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) acabou também se pronunciando nesse meio termo? Mais um ponto de vista para entrar nesse debate: Segue reproduzido o comunicado oficial:

A Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) – entidade que representa as empresas de design do Brasil – vem a público se manifestar sobre a atuação da empresa We do Logos, que cria concorrência on-line para a confecção de logomarcas e que tem sido objeto de longos debates das mídias sociais digitais nos últimos dias.Para a Abedesign e seus associados, essa prática está longe de atender às expectativas das empresas preocupadas com sua imagem corporativa.

Mais do que desenhar uma logomarca, o profissional de design está apto a construir imagens contribuindo de forma técnica ao posicionamento de marcas. Reconhecido no País e no Exterior pela sua qualificação e profissionalismo, inclusive com significativos prêmios em festivais internacionais, o design brasileiro colhe resultados de um trabalho sério e baseado em princípios éticos. Já o serviço desenvolvido pelo site We do Logo atende a um nicho específico. Não representa tendência ou solução para o setor.

Em nosso entender, esta é mais uma oportunidade para discutir a evolução do mercado, os caminhos futuros do design brasileiro e mundial e as diversas nuances alcançadas pelo segmento. A entidade está à disposição para ampliar esse debate e se coloca como representante do setor, de suas empresas e profissionais, associados ou não.

Luciano Deos, presidente da Abedesign.


Portanto, o que podemos tirar de lição de toda essa história? O mercado avança, cria-se demanda e aparecem empresas para atendê-las nos mais diversos modelos (para as mais diferentes necessidades) e não há nada de errado com isso, afinal é sinal de evolução.

É o modelo ideal? Muita gente acha que não.

A We do logos atrapalha o desenvolvimento do mercado? Citamos aqui o dono da consultoria Sart Dreamaker, Gianfranco Rochichioli,”não acho que afete o meu escritório porque eu não entrego o que ele entrega. Nós não fazemos logos, desenho, criamos marcas. Quem contrata a We do logos não vai me contratar porque esse não é o foco dele”.

Contudo, se queremos criar uma cultura de mercado mais próxima ao ideal, não adianta apenas criticar. Como bem apontou Deos, é o momento para discutir caminhos e também colocar a mão na massa. “Precisamos nos posicionar, como a publicidade se posicionou anos atrás. Se sairmos da zona de conforto, continuarmos a desenvolver ações como tem sido feitas, com o Sebrae, Apex, entre tantas outras iniciativas, vamos ficar mais perto do que queremos”.

Nós, da revista abcDesign, tentamos fazer nossa parte difundindo para a nossa comunidade informações relevantes, fomentamos o debate, trazemos profissionais de fora para dividirem sua experiência, mas sempre há mais para se fazer.

E vocês, quais são os caminhos que vocês acham que o design pode tomar para que o mercado cresça, tenha mais trabalho pra todo mundo, que as empresas entendam e comprem mais design, que a qualidade se eleve e que o valor aumente?


Comentários

38 Respostas to “O outro lado da moeda”

Advan Shumiski - 11.02.2011

Pra mim o pior fato de todos é:
O We Do Logos valoriza a percepção errônea que as pessoas tem sobre design.
No papel de educação da sociedade, para que os Brasileiros saibam que design tem um papel importante em qualquer empresa, o We Do Logos é um grande inimigo do mercado de design brasileiro.
Há anos nós caminhamos tentando superar o déficit que o Brasil tinha em relação a outros países no setor de Design e Publicidade e infelizmente o design ainda é muito mais valorizado fora do Brasil, do que dentro do Brasil.
É comum entrar em portfolios de grandes artistas e designer Brasileiros e ver que o foco está muito mais em projetos internacionais do que nacionais.
Convenhamos, no Brasil, mesmo em grandes empresas são inúmeros os casos de soluções mal desenvolvidas em design. portanto desacredito que a valorização do bom design tenha a ver apenas com o fator financeiro.
No período em que estudei numa escola de Design em São Paulo havia um professor que sempre dizia o seguinte quando nós iamos defender um projeto:
“Se mais de uma pessoa questionou seu projeto, não tente defender cegamente como se não houvesse problemas. Se alguém questionou é porque há algo aí.”
Acredito que isso se aplique 100% ao We Do Logos.
Podem inventar todas as justificativas do mundo, mas cada designer que preza pelo trabalho e pelo mercado, sabe que a empresa é de longe algo que pode valorizar nosso trabalho.

Gustavo - 11.02.2011

os caminhos? bom, certamente não é fazendo o que essa empresa faz, uma verdadeira “puta” amadora, prostituindo a profissão e exercício do verdadeiro design.

Nem deviam ter entrevistado a empresa, não são do nosso ramo, são indignos e mancham a nossa imagem de designers.

Ainda assim, o entrevistado não falou nada com nada, suas justificativas não possuem significado ou algum nexo. Lamentável.

Nenhum cliente tem poder de julgar e avaliar uma marca na fase de geração de alternativas como nós, os especialistas em gestalt, semiótica, psicodinâmica das cores, tipografia, linguagem visual, etc. Ponto final.

André Zottich - 11.02.2011

Eu acho que muitas das perguntas feitas não foram respondidas e sim enroladas. Não queria ouvir, novamente, a definição do Olgivy sobre marca, ou o velho exemplo da Nike. No meu ponto de vista a We Do Logos, de certa forma, vulgarizou mais ainda a imagem de uma profissão que tenta seu reconhecimento. Não é porque o cara sabe criar formas vetoriais e colocar um tipo embaixo usando um programa de computador que ele é designer e tão pouco pode-se considerar o resultado obtido uma marca.

As respostas dele à entrevista foram iguais as “marcas” que o site dele ajudou a vender: vazias. Falou bonito. E não falou nada. Pura enrolação.

Um designer de verdade nunca se submeteria a receber 80% de R$ 125,00 para criar uma marca e nem faria 111 versões da mesma.

Leandro Ribeiro - 12.02.2011

Excelente entrevista abcdesign…mais isso que eu acho:

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta faça reportagem com estes profissionais ou a quem eles indicarem.

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta sugestão de profissionais que podem ser entrevistados e que podem nos representar: acima

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta queremos uma reportagem que valorize o trabalho do designer e que explique sua importância

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta faça reportagem com estes profissionais ou a quem eles indicarem

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta se vcs tem o profissão repórter… que tal o profissão DESINGER (não publicitário).

@canalglobonews #porraglobonews_direitoderesposta são eles: @designontherock @designontherock @IdeaFixa @caligraffiti e outros indicados.

abel chang - 12.02.2011

os caras foram empreendedores, tiveram visão, e tão ganhando dinheiro.
e agora são vitimas de ataques terroristas de designers insatisfeitos?
fala serio…

duvido que algum de vcs designers putinhos pegariam o tipo de job “carne de pescoço” que aparece no wedologos.

Paulo - 12.02.2011

Advan, eu acho que os designers tem que parar com essa choradeira de não serem valorizados e trabalhar mais. Designers que trabalham bem são super valorizados (e difíceis de serem encontrados também).

O designer também tem que sair da caixinha e perceber que um logotipo é uma fração tão pequena do que podemos chamar de design, que não faz mesmo sentido toda essa choradeira por essa minúscula fatia do bolo: http://www.kickerstudio.com/blog/images/ux_disciplines_rev_big.jpg

marcio guerra - 12.02.2011

Tem uma palavra em inglês pra esse discurso: “bullshit”
Citar Wollner e Strunck é até uma heresia. Como vcs vomitam esses conceitos de livros e ao mesmo tempo vão oferecer as “marcas” não aprovadas para quem quiser? è no minimo insanidade da sua parte, defender o valor da marca e oferecê-la ao preço de banana… jogar “desenhinhos”(que foram descartados) pra serem usados como marcas, desconsiderando as necessidades e particularidades das empresas, ignorando o projeto em si ? sem colococar critérios nas seleção “dos criativos”. Será que vcs sabem o que é desing mesmo? vcs conseguem ao menos entender os que vcs estão falando? ou vcs pensam que somos idiotas ou vcs são idiotas, para expor tamanha contradição e sem tremer um músculo da face….
Vcs teriam coragem de se submeter a uma avaliação da ADG?

Edgard - 12.02.2011

É uma forma de ganhar dinheiro que encontraram, talvez por serem incompetentes para criar algo, e provavelmente por não levarem a sério a criação de logos e símbolos quando eram designers. No mínimo, faziam logos baseados em achismos, na estética pura e simples, e promoveram esse tipo de “design” no wedologos.

Algo que acontece o tempo todo, pessoas despreparadas, sem formação e especialistas em fazer desenhinhos bonitos agora tem a chance de “virar designers”…isso demosntra a total desvalorização e banalização da profissão, que aliás não é regulamentada, e por isso somos obrigados a ver aberrações como esse wedologos.

Não quero de maneira nenhuma dizer que uma empresa que não pode pagar por um grande projeto seja obrigada a ficar sem um logo. Eu mesmo já fiz diversos trabalhos para empresas assim, mas nunca as tratei como clientes de segunda linha, como o wedologos trata. Sempre cobrei o justo (leia-se: o equilíbrio entre o que o cliente pode pagar e o que o designer acha justo) e acho que o wedologos banaliza e nivela por baixo o VALOR do design gráfico. Joga o termo DESIGN dentro da lata do lixo e diz nas entrelinhas: design é desenhinho bonito, pra ser designer basta saber operar o corel (se souber operar o illustrator, então, é quase pós-graduado em design…)

Fernando Augusto - 12.02.2011

Vcs acham msm que a We do Logos se importa?! Eles não estão nem ai para o que os designers e o mercado acham. Estão faturando muita grana explorando pessoas sem perpectivas que acham q isso vai levar elas a entrarem no “elitizado” mercado de design e serem profissionais, e empresas com donos com pouco conhecimento em negócios. Eles deixam claro que não assumem responsabilidade nenhuma em nenhum dos lados. Se daqui a 1 ano essas empresas fecharem por diversos motivos, entre eles uma comunicação mal resovida, quem se importa?! Enquanto não houver uma regulamentação que puna essas atitudes e empresas, temos somente que continuar desenvolvendo um trabalho sério e só.

Marcio - 12.02.2011

Abel,
é melhor seu um ‘designer putinho’ do que uma “putinha” barata do wedologo.
Não sei o que ensinam na PUCPR sobre design, mas pelo visto não foi o suficiente pra enterder a inconsequencia desta prática imoral e predatória que o Wedologos está fazendo.

Paulo, ninguem tá chorando nada por aqui. Estamos protestando contra o Dumping, que é destrutivo e irresponsável. As empresas, principalmente as micro e pequenas, precisam enteder o valor e as benéfices do desing. Esse suposto ‘empreendedorismo’ desvaloriza a profissão e coloca o design no patamar mais baixo do negócio… é mais barato do a impressora jato de tinta. E o que traz algum retorno pra empresa? a marca ou a impressora?
Por não sermos regulamentados precisamos nos defender do exploração e da ignorância.

Lenine - 12.02.2011

“Todo processo é online, feito em nossa plataforma. ”
Que processo ? Que plataforma ?
Como o nosso amigo comentou, as respostas são vazias e sem nexo, PURA ENROLAÇÃO: típico de gente que não sabe nada de negócios e de Design (principlamente). Nem vou chegar no mérito de comentar sobre a resposta do entrevistado sobre o INPI.

Ed Cruz - 12.02.2011

Linkei a entrevista através do meu e-mail e, enquanto carregava a página, pensei:

“Aposto que o entrevistado vai se posicionar como designer e que as relações comerciais do We do Logos são apenas com designers, evitanto citar aqueles que produzem materiais para o site sem possuir nenhum conhecimento para a preparação, desenvolvimento e finalização de um projeto gráfico de identidade visual.”

E não é que foi justamente isso que aconteceu? A julgar pelas respostas, o We do Logos é um meio de intermédio inovador, no qual designers – somente designers – interagem online com os clientes, produzindo soluções eficazes para as necessidades destes, ou, como o diretor executivo e de criação afirmou, sintetizando o negócio, pessoa ou produto.

Nas explicações, o We do Logos parece tomar outras proporções, como um sistema de negócio realmente amplo e útil para o design. Diferente do que resulta no real processo de criação proposto.

Talvez eu não tivesse uma posição contrária se eles não tentassem contornar o problema e assumissem o “rapaz que, quando criança a professora elogiava os desenhos”, como a figura de designer que eles pregam. E com as respectivas “soluções criativas” que auxiliam na construção da marca.

Marcos Bicalho - 13.02.2011

Nunca vi tanta gente querendo ser escravo. A Internet muda o mundo a cada dia e essa inversão de valores não é novidade. Essa idéia não é novidade. A novidade está no escancaramento da exploração descarada do trabalho alheio via grande imprensa. O designer não ganha nada, nem méritos para afagar o ego destruído após a democratização da informática. Aconteceu isso com ilustradores, jornalistas e, agora, a grande imprensa escancara com os designers. O problema não é o nicho de clientes, é a valorização do atravessador, a desinformação sobre marca/logotipo, a ocultação de verdades, a manipulação da informação. Pablo Escobar fez isso com a cocaina.

Marcos Bicalho - 13.02.2011

O engraçado é que já falei para clientes chatos e pechincheiros procurarem serviços similares na Internet e o cara voltou, insistiu e pagou meu preço. O mundo está perdido ou tem gente pensando.

Marcos Bicalho - 13.02.2011

Pague o que você quiser para entrar no Paraíso, mas pague. De grão em grão o atravessador enche o bolso. Ele não trabalha no serviço mesmo.

RonildoAbijaude - 13.02.2011

Olá, é inegável que a We Do Logos surgiu graças a alguma brecha no mercado.

Ao contrário de alguns devo concordar quando se diz que é uma oportunidade para se entrar no mercado para aqueles que ainda não possuem um grande nome. Como estudante vejo bem isto, falo daqueles estudantes que trabalham para pagar a faculdade, de muitos que vão a noite estudar já exausto, não falo daqueles que estudam em universidade estilizadas sem ter nem a necessidade de trabalhar ou daqueles em faculdade públicas, que vieram de berços da alta classe. Para nós, que não nos encaixamos neste grupo precisamos batalhar muito, para conseguir um estágio decente, que cumpra no mínimo a lei que o regulamenta o estágio, somos exigidos ao máximo, é necessário ser o citado Wollner para conseguir uma vaguinha. A We Do Logos, verdadeiramente vem para mim suprir uma parte deste problema, assim como dar oportunidade a pequenas empresas conseguirem serviços de design de qualidade (ou não).

Se com o surgimento da We Do logo é necessário repensar o mercado design, também é necessário representa o mesmo mercado baseado em outras empresas.

Não digo que ela está correta ou não.

Aproveitando deve dizer que esta coisa de taxar alguns de micreiros é bastante rude, não é por falta de formação superior que alguém não pode ser um bom profissional, a exemplo de outras profissões.

Dois Espressos - 14.02.2011

“Toda responsabilidade sobre direitos de propriedade e autorais são assumidas por cada usuário no ato de seu cadastro. Desta forma, o procedimento de entrega de uma criação adotado por cada usuário no site, deve ser o mesmo adotado fora dele. Apenas colocamos online um processo que era feito offline.”

Leia-se: “Pouco nos importa se tem gente usando nosso site para vender como criação própria logotipos copiados de outros designers (violando direitos autorais de terceiros). Se o cliente paga por um logotipo plagiado, o problema é dele com o ‘designer’ que vendeu o logo. Só o que nos interessa é o nosso percentual de lucro em cima das negociações”.

Bruno Santiago - 14.02.2011

eu acho que a ideia do wedologos é otima e os designes que se sentem ameaçados com um site que junta ideias boas, pessoas tentando ganhar um dinheiro e ao mesmo tempo se aprimorar mais (sozinhos) e empresas interesadas nesses trabalhos, no minimo nao dever trabalhar muito bem ou nao querem ganhar mais dinehiro… pois se eles se acham tao melhores porque nao entram no site e procuram trabalhos com valores mais altos para ganhar tambem seu dinheiro? tem medo de perder para um amador? amador esse que estah aprendendo sozinho a trabalhar, correndo atras do que quer! na minha opiniao esse site deve estar muito bom mesmo para estar encomodando tanto aos profissionais! eles que estudaram e tudo mais estao com medo de perder dinheiro para pessoas que podem ser tao boas quanto eles mais soh por nao terem gastado dinheiro como eles, nao seriam dignos? acho que sao tao dignos quanto! façam tambem seus trabalhos lah! concorram com os amadores, voce tambem pode ganhar um dinheiro com isso, talvez ateh mais jah que se sente melhor!

Rodrigo Brandão - 15.02.2011

Caro Ronildo Abijaude,

Tenho certeza que a grande maioria aqui não se formou em “estilizadas” faculdades patrocinados pela riqueza familiar e sem o árduo estágio.
Gastei boa parte da minha vida buscando formação (e leia-se informação) estudando a noite e trabalhando durante o dia. Isso demanda investimento de tempo e dinheiro. E exatamente por isso, sei o quanto custa um projeto gráfico baseado em regras e estudos para meus clientes.
Nunca atenderia os clientes da WDL, pois, além do investimento que mencionei, forneço nota fiscal, pago impostos, licensas de softwares, custos fixos e fornecedores. Por isso, com o valor que eles praticam a conta não bate.

Tanto a We Do Logos como os Micreiros (taxados assim por serem aventureiros no nosso meio), prestam um enorme desserviço ao mercado. Mas não os vejo apenas como prejuízo ao meio: quanto mais aparecerem pessoas e empresas assim, mais os profissionais sérios serão valorizados.

Para empresas que não dão importância à sua identidade, prefiro que sejam atendidas pela WDL e micreiros.

Vinicius Sak - 15.02.2011

Meu deus Bruno!

RonildoAbijaude - 15.02.2011

Opa, devo me corrigir na parte do “estilizadas” era para ter escrito elitizadas.

Certamente não discordo de sua opinião Rodrigo, porém deve ser visto o surgimento da We Do Logos como um subproduto do próprio mercado. Tal qual os mal falados micreiros, considero no mínimo indelicado considerá-los como profissionais que não são sérios. Afinal, existe meio melhor do que o nosso para ser levado em consideração o aprendizado pessoal e/ou aptidão nata?

Aproveitando seu comentário, acredito que alguns cliente da WDL não tem problemas fiscais, ou de controle de saída de dinheiro da empresa, por isso recorrem a mesma, por não necessitar de declarações ou por não possuirem tanto dinheiro para investir em design.

Sergio Lopes - 16.02.2011

??????Nenhum cliente tem poder de julgar e avaliar uma marca na fase de geração de alternativas como nós, os especialistas em gestalt, semiótica, psicodinâmica das cores, tipografia, linguagem visual, etc. Ponto final.?????

Minha primeira graduação foi em desenho industrial (design é o nome dado depois da novela) em 1990 na UNG. Não havia no curso imacs, não havia illustrator, não haviam gurus (novamente, no curso) e tudo o que se falava de design era baseado em conceitos estrangeiros. Aliás todo o arcabouço teórico era importado, baseado em coisas já produzidas por engenheiros, arquitetos, artistas plásticos, publicitários e assemelhados (note bem, nenhum “designer” de profissão era referência dessa primeira turma.

Hoje vejo toda essa discussão estéril e sem sentido e um sujeito que fez 3 anos de um curso “padrão faculdade particular” (leia-se formador de macacos que repetem processos) sem nenhum repertório de vida, falando “Nenhum cliente tem poder de julgar e avaliar uma marca na fase de geração de alternativas como nós, os especialistas”, demonstra apenas a arrogância com que esses “novos designers” sem emprego em grandes agências (leia-se sem capacidade ou preparo), loucos pra embarcar em uma oportunidade corporativista regulamentada por alguma lei oportunista, descabelarem-se por que alguns empresários de visão fizeram o que as micro e pequenas empresas pedem há muito tempo: oportunidade de ter uma marca. E não venham com todo esse conjunto de teorias decoradas pra cima do dono da mecânica da esquina ou o pasteleiro da praça. Eles não precisam de branding. Apenas de um “desenhinho” que represente e identifique seu negócio na comunidade onde atua. Assim surgiu a Coca-Cola, ou vcs acham que um designer foi contratado pra fazer a primeira marca? Depois que a pastelaria virar uma rede, aí sim, podem correr como abutres em cima da nova carcaça, mas até lá, acordem!!

Carlos Fabrício Comunicólogo - 16.02.2011

Alguém já parou para analisar criticamente e profissionalmente as marcas desenvolvidas pelos designers da We Do Logos?
O que tenho a dizer… não preciso dizer nada, mas vou me esforçar como os designres do site fazem: pesquisam na internet!
Observe como as marcas se parecem com alguma que vocês já viram!
Por isso, vale o que vale. Cada empresa vale o que investe. Cada um vale o que vale. Nada!

samuel - 16.02.2011

Esta choradeira só está divulgando GRATUITAMENTE o site do suposto “mal”.

A We Do Logos agradece :P

RS - 16.02.2011

O problema é chato e histórico.

Design nunca foi assunto pra ninguém que não tem verdadeiro envolvimento com design. As pessoas não falam sobre design nas ruas porque ninguém aprendeu nada sobre design… e se de repente falam, não têm consciência do que realmente vem a ser (ex: “olha o design desse carro que bonito!”, e por ai vai). O governo não sabe o que é. Se soubesse, a exemplo de alguns países como Alemanha, Suíça e outros, saberia da importância que pode ter como ferramenta para o desenvolvimento da própria sociedade e teríamos nossa profissão regulamentada. Design não é algo de fácil compreensão. É preciso de muito estudo até que se tenha plena consciência de seu significado. Quem estuda sabe disso.
Infelizmente tem muita gente que faz determinada coisa apenas pra ganhar dinheiro. Não tem tempo pra pensar no sentido do que faz e estuda (se é que estuda alguma coisa). As pessoas precisam de dinheiro. O sistema é assim. Também, acredito que ninguém vai parar pra pensar se pagar R$ 170,00 numa marca está errado ou feri algum código de ética dos designers.
O ensino do design no país é fraco. O consumo e a publicidade (exemplo agora: Agencia África) contribuem para a deturpação da imagem do design no país. Infelizmente é fato. A empresa em questão está errada? DESIGNERS sabem que sim. Olha as respostas do cara. São inconsistentes em vários aspectos. Também penso que as perguntas poderiam ser outras. A globo (que contribuiu para uma má compreensão da idéia que a sociedade poderia ter sobre design, veiculando informação de forma irresponsável através da matéria infeliz que fez) está errada? Claro. Afinal estamos falando de uma área do conhecimento e precisa de respeito, pois existem pessoas envolvidas produzindo conteúdo significativo a muito tempo.
Designers conscientes não deveriam se sentir ameaçados por tal realidade, pois sabem o valor de seu trabalho. Mas o cruel hoje em dia é que só você pode fazer algo por você mesmo. Ou tem alguém ai SINCERAMENTE disposto a lutar contra o governo pela regulamentação da profissão, convencendo a todos da importância desta? Eu acho que não. Tá todo mundo ocupado demais pra pensar nisso. Pode ser que com o tempo eu me torne mais otimista com relação a isso. Por enquanto sigo pessimista mesmo.

RS - 16.02.2011

Só mais uma coisa. Olha só que merda.
Está entre aspas.

A Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) – entidade que representa as empresas de design do Brasil – vem a público se manifestar sobre a atuação da empresa We do Logos, que cria concorrência on-line para a confecção de “logomarcas” e que tem sido objeto de longos debates das mídias sociais digitais nos últimos dias.Para a Abedesign e seus associados, essa prática está longe de atender às expectativas das empresas preocupadas com sua imagem corporativa.

Mais do que desenhar uma “logomarca”, o profissional de design está apto a construir imagens contribuindo de forma técnica ao posicionamento de marcas. Reconhecido no País e no Exterior pela sua qualificação e profissionalismo, inclusive com significativos prêmios em festivais internacionais, o design brasileiro colhe resultados de um trabalho sério e baseado em princípios éticos. Já o serviço desenvolvido pelo site We do Logo atende a um nicho específico. Não representa tendência ou solução para o setor.

Em nosso entender, esta é mais uma oportunidade para discutir a evolução do mercado, os caminhos futuros do design brasileiro e mundial e as diversas nuances alcançadas pelo segmento. A entidade está à disposição para ampliar esse debate e se coloca como representante do setor, de suas empresas e profissionais, associados ou não.

Luciano Deos, presidente da Abedesign.

Enfim…Puta que pariu.

Vítor Barreto - 2AB Editora - 17.02.2011

Gostaria de parabenizar a equipe da abc. Parabéns pela postura e iniciativa de iniciar esse debate. Torço para que seja o primeiro de outros, que ajudem a comunidade a crescer!

Leonardo - 17.02.2011

E os micreiros??? Por acaso no site eles pedem aos designers para dar matrícula de faculdade, ano de conclusão de curso e qualquer outro dado que comprove que é realmente um profissional?? Ou seja, acho que isso como todos dizem, só desvaloriza um mercado, que acha que enfeitamos bolo ao invés de saber o que na realidade fazemos e dicir quais ingredientes irão nesse bolo.

maduca - 17.02.2011

Quanto a mercado,todo cliente tem o design que merece, e todo designer tem o cliente que merece, o será que o Starck está preocupado com a WDL?

Leonardo Almeida - 18.02.2011

Pessoal,

Apesar do desconforto inicial – também sou designer – gostaria de fazer um contraponto na discussão em torno do site WeDoLogos.

Na minha opinião o site pode funcionar como uma porta de entrada no mercado, um primeiro passo. Para estudantes, que precisam de prática em projetos reais. E para micro empresas e profissionais autônomos que, tentando sobreviver, pensarão em design apenas num segundo momento.

Entramos em detalhes num artigo em nosso site:
http://www.guiacmyk.com.br/blog/wedologos-e-a-discussao-sobre-o-valor-do-design

Forte abraço,
Leonardo Almeida
guiaCMYK: a nova forma de contratar gráficas.

Fabricio Pereira - 21.02.2011

Quando designers experientes ou, pelo menos, que acreditam no valor do seu trabalho criticam coisa do tipo da wedologos, não estão apenas defendendo sua reputação ou valor do seu profissionalismo.
O que está em jogo na verdade é o resultado dos trabalhos oferecidos a esses clientes, que compram logotipos através de um leilão e pior, fazem papel de “diretores de criação”, quando na verdade são eles quem precisam de um, ou mais profissionais que ofereçam a uma solução de comunicação, e não de apenas de identidade visual.
O representante da wedologos citou o exemplo da Nike. Ele só esqueceu que essa mesma empresa cresceu ao longo dos anos, apoiada por diversas campanhas e estratégias de marketing agressivas, e que não foi só o logo que a fez a marca crescer, contribuiu muito, concordo, mas não foi fator decisivo.
A webelogos ta levando pra panela designers e empresas do mesmo naipe: aquelas que visam apenas dinheiro seja pagando barato (cliente) pelo serviço ou pela grana fácil (pseudo designer).
Vi no site situações em que os próprios participantes reclamam dos clientes que não conseguem se decidir. Com certeza os clientes só tem dois parâmetros: marca feia ou bonita. Nosso design merece isso?

Ronaldo Guerrero - 22.02.2011

Falando em valor da marca, acha que algum dos empresários que querem uma logo via site por apenas R$ 160,00 entendem disso? Fiquem tranqüilos, poucos brasileiros sabem o que “branding” – não adianta ter um fantástico grafismo de marca se a empresa tem a mentalidade tupiniquim. Quem realmente busca uma identidade, contrata um profissional e paga o que vale e dá valor para sua marca e tudo que faz parte da sua imagem corporativa. DEIXA ROL@R.

Danilo Fernandes - 24.02.2011

Em Breve em nosso podcast estaremos abordando este tema não perca!! siga-nos no twitter @pxcoffee!!

Abraços a todos!!

Denis Fonseca - 22.03.2011

Eu achei a ideia bem boa. Grande parte das empresas do Brasil são de pequeno e médio porte e não condições de pagar por um puta logo. Assim como também não tem cultura de marca e, normalmente, são cafonas e querem marcas péssimas. Bem melhor um designer fazendo um logo minimamente decente pros caras do que ter esses logos aberrações, feitos com cliparts, imagem do google. efeitos de photoshop etc. E se ainda assim tiverem logos de mau gosto, foda-se, seria um logo feio de qualquer jeito, mesmo se o (insira um cara foda aqui) fizesse. Cliente ruim é pró em destruir logo bom. Tem muita agência aí no mercado que vende logo caro pra cliente e usa vetor do StockXpert, fonte do Da.Font…

aninha - 07.04.2011

Eu nao acho que seja uma prostituição da profissão…eu nao faria uma marca por 160,00…mas está cheio de butecos de esquina, lavanderias, etc e tal, afim de pagar 160,00 por uma marca.
É exatamente neste mercado que todos os “designers de verdade” não chegam perto que eles estão atuando.
Se existe mercado, por que não atendê-lo?

Por que nao pensei nisto antes!?!?!?!?

Júlio Rodrigo - 08.04.2011

Parabenizo a Sensatez do Sérgio Lopes.
Muito antes de surgir uma disciplina multidisciplinar e sem identidade (conteúdo) própria e para aparecer para o mercado usa um nome em inglês, sugiro que deveria estudar e refletir que “marcas” sempre foram sucessos ou fracassos pelas pessoas que interagem com aquela organização e/ou sujeito, pode-se citar exemplos das empresas que tem suas ações negociadas em bolsas de valores, onde coexistem profissionais de diversas áreas do saber, que irão investir ou não em empresas que lhe dêem lucro, não, no trabalho criativo de um ser inteligente com ensino médio completo, ou um acadêmico. Se para investir em papeis dessas empresas o primeiro critério fosse “marca” muitas empresas estariam prejudicadas, se os governos mundiais que compram títulos da dívida pública Americana, levassem em consideração a sua Bandeira Nacional, a economia internacional estaria como? E os EUA como ficariam seus projetos internacionais e nacionais se os investidores levassem em consideração a sua “marca” Bandeira Nacional.

Edina - 28.06.2011

Basta alguém criar algo diferente e todo mundo começa e “meter” a colher, so os Dsigners insatisfeitos ou incompententes não ganham espaço no mercado porque não começam a trabalhar para para a profissão seja reconhecida e valorizada? agora, criam um negócio e começam a ganhar dinheiro já é suficiente para um punhado de incompetentes cairem em cima, vão trabalhar de verdade e param de criticar quem quer trabalhar e ganhar um espaço no mercado…..

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