24.06.2009 _por abc
23/06 a 23/08 – Virada Russa
As obras abrangem desde pinturas são do museu de São Petesburgo e mostram desde os abstracionismos pioneiros de Kandinski, passando pelo suprematismo de Kasimir Malevitch, a experimentação Vladmir Tatlin, até os anúncios, cartazes e designs de Alexander Rodchenko e Lazar El Lissitzki.

Cabeça de Camponês - Malévitch

Figura Feminina - Baranov Rossine

Composição suprematista - Olga Razanova

São Jorge II - Kandinski

Promenade - Marc Chagall

Lazar El Lissitzki - Capa para livro de poemas de Mayakosky
Quando: 23 de junho a 23 de agosto
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro Rio de Janeiro RJ – CEP 20010-000)
Entrada gratuita
O Construtivismo:
“No começo do século XX, por consequencia da revolução russa, nasce um estilo de ver o mundo, a arte e a comunicação que acreditava que os objetos não deveriam ter estilo diferenciado, mas, sim, que deveriam ser puro resultado da criação industrial.
O construtivismo baseava sua técnica e organização de materiais de acordo com três princípios: tectônico – ato de criação, factura – maneira de criação e a construção. Eles se consideravam engenheiros e acabavam incorporando tudo o que essa vocação implicava: eles enxergavam o processo de criação e manufatura de maneira completa e por isso eram mestres da produção.
Em 1913, o pintor Kasimir Malévitch inventou o suprematismo um estilo de arte não-objetivo que se caracterizava pela justaposição de quadrados e retângulos enquadrados em espaços negativos, que mais tarde foi adotado na arte comercial. Em 1915, Vladimir Tatlin experimenta com o que ele chama de arte de máquina ou arte de produção, colagens e montagens feitas a partir de produtos das indústria.
O que se tornou o Construtivismo teve grandes representantes como o designer Alexander Rodchenko e Lazar El Lissitzik, que combinava suprematismo e construtivismo. Suas composições eram evidentemente abstratas combinações de formas geométricas que simbolizavam o triunfo do Bolchevismo sobre o poder anterior.
Depois da revolução Bolchevique, muitos artistas avant-garde aplicavam esses experimentos no design gráfico utilitário que também foi chamado Produtivismo. Ambas escolas (produtivismo e construtivismo) era ensinadas na escola de arte Vkutemas e logo evoluiu para um estilo tipográfico que foi símbolo da expressão visual de tempos revolucionários”.
Extraído do livro “Stylepedia” de Steven Heller e Louise Fili